Oncologia · Episódio 11
Dr. Diogo de Brito Sales
Oncologista clínico em Goiânia — GO
Dr. Diogo de Brito Sales é oncologista clínico em Goiânia e foi o convidado do episódio 11 do tô de alta podcast.
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57 minutos
Episódio 11 do tô de alta podcast, com Edu Esperidião e Dra. Leninha Souza.
Quem é Diogo
Ele estava na turma que preparava para o ITA, querendo projetar foguetes. Sonhou que ia ser médico e, no mesmo dia, ligou para a mãe avisando que ia trocar de turma.
Diogo de Brito Sales é, na ordem em que ele mesmo se apresenta, cearense, metaleiro e médico. Oncologista clínico em Goiânia, diz que dá mais notícia boa do que a maioria das pessoas imagina.
- Cearense, de Fortaleza. Diz que não sente falta da praia — sente falta de tudo que vem junto com ela.
- No Ceará, prestar ITA e IME é tradição. Ele estava na turma que preparava para o ITA: queria engenharia aeronáutica, para projetar foguetes.
- Sonhou que era médico, ligou para a mãe no mesmo dia e trocou de turma. Nunca chegou a fazer a prova.
- Metaleiro. Já teve banda — “nada sério, só de brincadeira” — e sente falta dos shows que via quando morava em São Paulo.
- O mar é a outra paixão: mergulha e surfa. Entrou como tripulante numa regata de Recife a Fernando de Noronha sem saber velejar; o barco quebrou, pegaram tempestade e mesmo assim subiram no pódio.
- Anda sempre com um livro. Ganhou dois sobre travessias no mar justamente por causa dessa regata.
- Pai. Os pacientes perguntam pelos filhos e pelo cachorro — quem aparece nas redes é a esposa.
Trechos da conversa
A gente dá mais notícia boa do que ruim, viu, pessoal?
Existe uma teoria da bala mágica. Acho que a gente nunca vai ter a bala mágica — mas vai ter várias munições diferentes, para usar em cenários diferentes.
A gente coloca um peso muito grande na minha especialidade, que na verdade é partilhado por quase todas. A decisão de um gastro diante de um paciente com cirrose é tão pesada quanto a do cardiologista diante de uma insuficiência cardíaca. Talvez eu veja com uma frequência maior, mas o peso é igual para quase todo mundo.
Eu sou, em ordem: cearense, metaleiro e médico.
A gente é muito jovem quando vai escolher carreira. Não tem dimensão do que é uma universidade, não tem dimensão do que é uma carreira. E está lá, com 17, 18 anos, escolhendo.
Eu não velejo nada, mas um amigo estava aprendendo e disse: vai ter uma regata que sai de Recife para Fernando de Noronha, bora. O barco quebrou, pegamos tempestade — e ainda conseguimos pódio.
Falas do episódio 11 do tô de alta podcast, editadas para leitura.